Intolerância alimentar ou alergia alimentar, qual a diferença?
Apesar de serem frequentemente confundidas e de muitas vezes terem algum tipo de
abstinência alimentar adotada como meio de tratamento, intolerância alimentar e alergia
alimentar são patologias diferentes e exigem cuidados adversos. A partir de informações
disponibilizadas pela Associação Portuguesa de Alergias e Intolerâncias Alimentares
(ALIMENTA), neste artigo, nós vamos explicar as diferenças entre as duas desordens,
suas causas, seus sintomas, suas consequências, as formas de diagnóstico e seus
possíveis tratamentos. Acreditamos que a informação correta seja o primeiro passo em
qualquer processo de recuperação.

A intolerância alimentar acontece quando o corpo, devido a falta de uma enzima, é
incapaz de processar determinados nutrientes de alguns alimentos. Os efeitos da
ausência de tais enzimas, que auxiliam na digestão, são quase sempre restritos ao
sistema digestivo, mais comumente, causando: gases, cólicas, inchaço abdominal,
flatulência, azia, dores de cabeça, mal estar em geral. O surgimento dos sintomas é
gradual, pode demorar horas ou até mesmo dias para se manifestar; dependendo da
quantidade de alimento ingerido e de sua ingestão continuada. Apesar de persistentes,
os sintomas não causam risco de vida.

Já a reacção alérgica a alimentos ocorre quando o corpo identifica proteínas específicas
de algumas comidas como agentes inimigos e, tentando se defender desta ameaça,
acaba agredindo a si mesmo. Portanto, a alergia alimentar é uma reacção que envolve o
sistema imunitário, que acontece, geralmente, imediatamente após o consumo ou o
contacto com um determinado alimento. Os sintomas podem envolver todos os órgãos
do corpo: erupção cutânea, urticária, inchaços e comichão, olhos lacrimejantes e
espirros, dificuldade respiratória, descida repentina da pressão arterial, sendo a
consequência mais dramática, a anafilaxia alimentar, podendo levar a óbito. Ao contrário
da intolerância alimentar, a gravidade dos sintomas da alergia alimentar não depende da
quantidade do alimento a que se é exposto.

Como realizar o diagnóstico e qual o tratamento?
Dietas restritivas são muito utilizadas no diagnóstico da intolerância alimentar; no início,
alguns alimentos são excluídos e depois que todos os sintomas de intolerância tiverem
desaparecido, os alimentos começam a ser reintroduzidos aos poucos, avaliando as
reações do corpo e os limites de consumo. Além da história clínica, em que o paciente
relata em detalhes para o médico o seu histórico alimentar e juntos tentam identificar
padrões e associações entre os episódios de crise alérgica e os alimentos consumidos,
as alergias alimentares podem ser identificadas por meio de testes de provocação oral,
que consistem na administração supervisionada de alimentos e/ou placebo, em doses
que vão sendo aumentadas sucessivamente dentro de intervalos regulares.

Ainda não existe cura para as alergias alimentares, sendo a melhor estratégia, apontada
por profissionais da saúde, evitar o consumo e o contato com os alergéneos. Existe,
entretanto, o tratamento com imunoterapia, que consiste em administrar o extrato do
alimento rejeitado em doses crescentes para induzir uma tolerância. Por se tratar de uma
técnica que pode causar efeitos colaterais, sua aplicação deve ser feita exclusivamente
em hospitais. Diferentemente das alergias alimentares, as intolerâncias alimentares não
impedem a ingestão e o contato com o alimento não tolerado. Dependendo do caso,
pode-se tomar uma dose da enzima faltante no organismo antes de consumir o alimento,
garantindo a sua digestão sem sintomas.

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